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Conheça a trajetória da jornalista sergipana Thaís Bezerra – F5 News

 Conheça a trajetória da jornalista sergipana Thaís Bezerra – F5 News

Sergipe perdeu um ícone do jornalismo. A jornalista e colunista social Thaís Bezerra, 63 anos, encerrou a batalha que heroicamente travava contra um câncer de pulmão desde 2015. Sua trajetória profissional, de cinco décadas, inspirou e ainda inspira várias gerações de comunicadores sergipanos. 
Thaís chegou a cursar química durante três anos na Universidade Federal de Sergipe (UFS). Contudo, antes de se formar, largou a faculdade para adentrar naquela que se tornaria sua paixão de vida: o jornalismo. “Quando penso nesta decisão… só tenho uma certeza; que eu faria tudo de novo”, disse ela em entrevista ao Portal Só Sergipe, em 2022, que reproduziremos trechos aqui.

Começou a escrever para a Gazeta de Sergipe em 1978, a convite do então editor, Ivan Valença. Em 1981, convidada pelo empresário Antônio Carlos Franco, passou a produzir o Caderno TB, no Jornal da Cidade – aquele que seria o seu trabalho mais longevo e reconhecido. Um passo importante e que a tornaria um ícone do colunismo social no Estado. 
“Aprendi a valorizar a informação, o leitor, os colaboradores, a publicidade. A maturidade me trouxe a responsabilidade e um maior compromisso. Os horizontes ampliaram. Aprendi a observar mais e encontrar a notícia por todos os lugares por onde andava e sobretudo a valorizar os parceiros comerciais e a confidencialidade das fontes jornalísticas. Um grande e bom momento em minha carreira”, disse Thaís.
Uma comunicadora multimídia, TB não tardaria a ampliar o seu trabalho para outros formatos. Em 1987, estreou pela TV Atalaia o programa “Chá das 5”, que se tornou um sucesso imediato e até hoje é lembrado por muitos. Também trabalhou na TV Cidade por quase 20 anos e foi editora da Revista Aracaju Magazine por 19 anos. Outro trabalho marcante da jornalista foi a produção da Agenda Empresarial e Social TB, que anualmente publicizava os grandes nomes empresariais e da sociedade. 

Respeitada por sua atuação, a jornalista tinha várias fontes influentes e seu caderno era bastante aguardado pelos leitores, que esperavam as “pimentas” sobre os mais diversos assuntos – política, sociedade, cultura, eventos. Com um trabalho sólido, construiu uma boa relação com gente de todos os segmentos e que também lhe rendiam informações confiáveis, como prega o manual do bom jornalismo. 
“Há muitos anos que as notícias chegam. Tenho amigos, parceiros e informantes poderosos. Gente que eu confio. Pessoas de minha extrema confiança, que às vezes me passam algumas novidades de diversas áreas da sociedade sergipana, que antes de publicar, eu checo. Algumas bombas! Ninguém faz nada sozinho. De mãos dadas vamos mais longe!”, revelou ao Só Sergipe. 
A jornalista lutava contra um câncer desde 2015. Em 2020, chegou a ficar em coma, sendo internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital São Lucas onde, como ela descreveria depois, renasceu por um milagre de Deus, e competência de um grande neurologista sergipano da equipe. Continuou trabalhando, de maneira incansável como sempre fez. 
E para explicar essa trajetória profissional tão longa e reconhecida, TB tinha a resposta na ponta da língua: “A receita é amar o que faço. Não é trabalho, é prazer! Acompanhar gerações e todos os segmentos da vida em sociedade, como arte, política, cultura, os eventos sociais, a exemplo de solenidades, festas, casamentos, debut, os babados que causam e um pouco de tudo que tem relevância”, revelou.
“Acredito, também, que a junção do trabalho que realizo alicerçado no amor, na minha total dedicação, no meu leal compromisso com o leitor, na visão dos meus parceiros comerciais e a credibilidade da empresa Jornal da Cidade, responsável pela publicação do caderno TB, são os ingredientes necessários para chegar aonde cheguei nestes 44 anos e deste “case” de sucesso que é o caderno TB. Essa é a receita!”, falou Thaís, em 2022. E é essa dedicação e respeito ao trabalho que continuarão sendo lembrados.

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